sábado, 2 de junho de 2018

A escolástica: Tomas de Aquino........por profª Alcilene Rodrigues

aula de história



                                                                     


No século XIII, deu-se o apogeu da escolástica, escola cristã na qual destacou-se a obra de Tomas de Aquino (1225-1274). O tomismo caracterizou-se pela grande síntese do aristotelismo e pela densa discussão a respeito das verdades teológicas da fé cristã.
Naquele século os tempos já eram outros, com o renascimento das cidades e a intensificação do comercio, o debate das ideias nas universidades e provocação das heresias, que desafiavam a ortodoxia religiosa. Também Tomás de Aquino mudou o enfoque dos temas políticos e, sob a influencia de Aristóteles, debruçou-se sobre questões como a natureza do poder e das leis e o tema clássico do melhor governo.
No entanto, coerente com a visão religiosa do mundo, conclui que o Estado conduz o ser humano até um certo ponto, quando então é necessário o concurso do poder da Igreja, sem dúvida superior, e que cuidará da dimensão sobrenatural de seu destino. Embora mantendo a hierarquia entre as duas instancias, atenua sem duvida os excessos da doutrina nascida do conflito entre Igreja e Estado.
A tento ao risco da tirania, entende a paz, social como resultado da unidade do Estado e valoriza a virtude do governante, dando continuidade à versão da politica grega, que prescreve o comportamento virtuoso do governante.
Durante a Idade Média essas teorias foram adaptadas pelos religiosos, de modo a não conflitarem com o Cristianismo.

                                                                                

Exercícios:
Dissertação:
A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.

   



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Santo Agostinho, bispo de Hipona...........profª Alcilene Rodrigues




Quem é?



                                                                                


Na cidade de Tagaste, hoje Souk-Ahras, na Argélia, norte da Africa, nasceu Aurélio Agostinho (354-430), que seria bispo de Hipona e posteriormente canonizado pela igreja Católica. Apesar de ter vivido no final da Antiguidade, antes da queda do Império Romano, suas teorias fertilizaram todo o primeiro período da Idade Média. Na sua juventude interessou-se pela religião dos maniqueus, o que despertou sua curiosidade pelas questões sobre o bem e o mal. Após uma juventude conturbada, voltada para os prazeres, converteu-se ao cristianismo por influencia de sua mãe,  igualmente canonizada: Santa Monica.
Adaptou o platonismo à fé católica e escreveu diversos livros: Confissões, De magistro, A cidade de Deus.
Sobre o tema das relações entre Estado e Igreja, debruçaram inicialmente os Padres da Igreja, ou Patrística, da qual participaram os intelectuais católicos, com destaque para Agostinho.
Na obra A Cidade de Deus, Agostinho trata das duas cidades, a cidade de Deus e a cidade terrestre, que para ele não devem ser entendidas simplesmente como reino de Deus que se sucede à vida terrena,mas conforme o paralelismo entre dois planos de existência na vida de cada um. Ou seja, todos vivem à dimensão terrena vinculada à sua história natural, à moral, às necessidades materiais e ao que diz respeito a tudo o que é perecível e temporal.  Outra dimensão é a celeste, que corresponde à comunidade dos cristãos, a qual vive da fé e se inspira no amor a Deus. A cidade terrestre é o reino do pecado e será aniquilada no fim dos tempos. A cidade de Deus opõe a graça ao pecado e a eternidade à finitude.

Agostinismo politico
A repercussão da teoria das duas cidades, à revelia do autor, desembocou na doutrina chamada  agostinismo político, que influenciou todo o pensamento medieval.
Essa teoria define o confronto entre o poder do Estado e o da Igreja pela superioridade do poder espiritual sobre o temporal. A tensão entre os dois poderes assumiu diferentes expressões no decorrer do período, criou inúmeros conflitos entre reis e papas e gerou facções politicas, como veremos mais adiante.

Embora a oposição entre Estado e Igreja já viesse de longa data, foi o beneditino Bernardo de Claraval, no século XII, que formulou de maneira mais expressiva o pensamento político- religioso medieval por meio da figura da luta das duas espadas:
A espada espiritual e a espada material pertencem, uma e outra, à Igreja e a segunda deve ser manejada a favor da Igreja e a primeira pela própria Igreja, uma está na mão do padre, a outra na mão do soldado, mas à ordem do padre e sob o comando do imperador.


Exercício:
1- O que é agostinismo político?






segunda-feira, 23 de abril de 2018

Direitos Humanos no Brasil.....profª Alcilene Rodrigues

26ª aula
História



Em 10 de dezembro de 2008, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60 anos de idade. Mas os direitos e as garantias fundamentais estabelecidos em seus 30 artigos parecem, ainda hoje, um pálido ideal a ser conquistado num futuro ainda longínquo. Basta uma rápida olhada ao redor para constatar que os direitos humanos são cotidianamente desrespeitados e negados a grande parte da população do planeta, a começar pelo artigo 1º da Declaração: Todas as pessoas nascem livres iguais em dignidade e direitos.


Além de tal desrespeito,os direitos humanos ainda são vistos por muitos com enorme desconfiança: para uns não passam de direitos de bandido; para outros, trata-se de uma invenção hipócrita do Ocidente, cujo verdadeiro objetivo não seria garantir direitos, mas sim expandir os valores europeus e liberais, impondo-os arbitrariamente aos mais diferentes rincões do planeta, em desrespeito às diversidades culturais e tradições liminares.
 A discussão sobre direitos humanos não pode ser reduzida a esses termos, sob o risco de ser empobrecida. É preciso levar em conta o amplo leque de conquistas realizadas em boa parte do planeta nos últimos 60 anos e no Brasil nas três décadas. Sem esquecer, claro, dos direitos ainda a serem conquistados.
Um bom exemplo das notáveis transformações do cenário brasileiro é destacado pela professora de Direito Flavia Piovesan, a respeito dos casos de violação de direitos humanos. De acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), no período entre 1970 e 2004, foram registrados 75 casos de violação de direitos humanos não solucionados pelo Estado Brasileiro.
Com base nos casos destacados pela professora Flavia Piovesan, pode extrair o seguinte:
Violação dos direitos humanos no Brasil (1970-2004):
Números de Casos - Objetivos Discutidos
 10                              Detenção arbitraria, tortura e assassinato cometido pelo governo brasileiro
 02                              Violação dos direitos de povos indígenas
 13                               Violência rural
 34                               Violência policial
 05                               Violação de direitos de crianças e adolescentes
 04                               Violência contra a mulher
 01                               Discriminação racial
 06                               Violência contra defensores de direitos humanos

Agora os aspectos mais relevadores dessa pesquisa.
Conforme aponta Flavia Piovesan, apenas onze casos - incluindo todos aqueles que denunciam detenção arbitrária, tortura e assassinato pelo governo - referem-se ao período compreendido entre 1970 e 1985, anos do governo militar. O perfil das vítimas de violação dos direitos humanos era majoritamente de classe média (advogados, professores, estudantes,lideres da igreja católica, etc.) 
A grande maioria dos outros 64 casos concentra-se entre os anos de 1992 e 2004, durante o amadurecimento de nossa recente democracia. Nesse segundo período, mudou o perfil das vítimas: destacam-se as pessoas pobres (que vivem em favelas, ruas, estradas, prisões e até mesmo em regime de trabalho escravo no campo) ou pertencentes a grupos vulneráveis ( mulheres, negros, crianças e adolescentes, entre outros).
Como interpretar esses dados? Seria incorreto considerar que durante o governo militar apenas a classe média estivesse sujeita a violação de direitos humanos e que a classe mais pobre e vulnerável vivesse melhor.
Durante a ditadura militar, o Brasil resistiu em aderir aos tratados internacionais de direitos humanos, uma vez que o próprio regime- autoritário e não democrático- praticava direta e explicitamente a violência. Apesar de não poder contar com o Poder Judiciário, a classe média atuante conseguiu levar o conhecimento da CIDH aqueles poucos casos, entre tantos outros que nem sequer foram objeto de denuncia ou então ficaram sem solução.
A população pobre e vulnerável, por sua vez, era e continua sendo vítima da constante violação dos direitos humanos. A diferença é que, durante a ditadura, essa população não tinha a quem recorrer, por isso a violência permanecia invisível aos olhos da população privilegiada e, pior ainda, do Poder Judiciário.
Após a redemocratização da politica brasileira, porem, foram ratificados diversos tratados internacionais de direitos humanos. A população pobre, com auxilio de grupos organizados da sociedade civil (e agora não mais reprimidos pelo regime), passou a exigir solução jurídica para as violências recorrentes das quais são vitimas, o que justifica o maior número de casos analisados pela CIDH.
Apesar do esforço, o Brasil não conseguiu romper com a mentalidade autoritária do regime militar, o que se nota pelo número elevado de casos de violência sistemática praticada ainda hoje pela policia. Se antes era o próprio Estado que praticava a violência contra segmentos da classe média que lhe faziam oposição, hoje é a policia quem exerce contra a população mais pobre. Muitas vezes, diante desses fatos persiste o silencio cúmplice do setor mais conservador da classe média, além da omissão do estado, às vezes incapaz de deter os abusos praticados por seus agentes.
Esse é o cenário dos direitos humanos no Brasil. Para debater mais sobre os direitos humanos hoje em dia, é preciso compreender a evolução histórica dos direitos, não só no Brasil mas também no mundo.

Exercícios:
1- Escreva com suas palavras qual foi a conclusão de Flavia Piovesan sobre os 75 casos de violação de direitos humanos que foram levados à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)
2- Em 10 de dezembro de 2008, foram comemorados os 60 anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Como você interpreta a imagem do poster de comemoração? O que significa a frase temática: Iguais na Diferença?


3- Escreva uma dissertação com argumentos que justifiquem seu ponto de vista sobre o tema : Direitos humanos são direitos de bandidos?







                                                                               




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Constituições brasileiras...por profª Alcilene Rodrigues

História 

25ª aula
                                                                              


Constituição de 1824: Primeira Constituição Brasileira, outorgada por Dom Pedro I. Os escravos, que eram uma parte importante da população, estavam excluídos de seus dispositivos, não eram, portanto cidadãos. Embora a adoção de uma Constituição tenha representado um avanço, tanto em termos de organização e definição do Estado, quanto em termos de direitos individuais, na pratica sua aplicação foi relativa.

Constituição de 1891: Primeira Constituição republicana, promulgada por uma Assembléia Nacional Constituinte.Garantia o voto direto universal, declarando eleitores todos os cidadãos brasileiros maiores de 21 anos, com exceção dos analfabetos, mendigos e praças militares. Não mencionava as mulheres, mas elas estavam implicitamente impedidas de votar. A Constituição de 1891 também instituiu a separação entre estado e Igreja e a liberdade de culto.

Constituição de 1934: Igualmente promulgada por uma Assembléia Nacional Constituinte, assemelhava-se à Constituição de 1891, mas trazia algumas mudanças. Instituiu o voto secreto e o voto feminino. Também tratou dos direitos sociais, dispondo sobre a legislação trabalhista e estabelecendo o ensino primário gratuito e de frequência obrigatória.

Carta de 1937: Outorgada por Getúlio Vargas em 10 de novembro, mesmo dia em que foi fechado o Congresso Nacional, tinha conteúdo autoritário e centralizador.Suspendeu as liberdades civis, mas manteve os direitos sociais.

Constituição de 1946: Promulgada por uma Assembléia Nacional Constituinte, representou o retorno das liberdades civis e estabeleceu o direito e a obrigação de votar para todos os brasileiros alfabetizados maiores de 18 anos de ambos os sexos.



Constituição de 1967: Aprovada pelo Congresso por iniciativa do governo Castelo Branco, incorporou a legislação emitida a partir de 1964, que ampliava os poderes do Executivo, mas deixou de fora os dispositivos excepcionais que poderiam permitir novas cassações de mandatos ou perdas de direitos políticos.

Constituição de 1988: Promulgada por uma Assembleia Nacional Constituinte e chamada de Constituição Cidadã, representou não só o retorno dos direitos dos direitos civis e políticos como também a extensão dos direitos sociais.
A Constituição de 1988 foi o coroamento do fim do regime autoritário, conhecido como regime militar, sob qual o Brasil viveu de 1964, quando o presidente João Goulart foi deposto, a 1985, quando teve início o governo José Sarney. Esse longo período se caracterizou pelo cerceamento da liberdade de manifestação da opinião, pela proibição e a censura de manifestações culturais, artísticas e intelectuais consideradas subversivas, e também por um processo de perseguição, prisão e tortura dos que se contrapunham ao governo e as orientações politicas dele derivadas. O rigor da repressão desencadeada entre o fim dos anos 1960 e o início da década de 1970 fez com que esse período se tornasse conhecido como anos de chumbo. Já nos anos anos finais do regime militar foram dados os primeiros passos no sentido de uma abertura politica, entre os quais se destacou a Lei de Anistia.


                                                                                  




Testando seus Conhecimentos:
1- Você aprendeu que a Constituição ou Carta Magna é o documento mais importante de um Estado. Explique a importância desse documento e em seguida responda: quem é o autor ou quem são os autores da Constituição de um país?
2-Defina o que é um regime politico autoritário e um regime politico democrático.








quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Política Exterior do 1º Período Republicano do Brasil...por profª. Alcilene Rodrigues

História do Brasil 
24ª aula


As questões de limites de fronteiras.


Durante o primeiro período republicano (até 1930),o grande brasileiro que resolveu quase todas as questões de limites, fixando as fronteiras do Brasil, foi o Barão do Rio Branco, chamava-se Jose Maria da Silva Paranhos Junior e era filho do Visconde do Rio Branco, o grande ministro que, em 1871, teve a iniciativa da Lei do Ventre Livre.Entre o Brasil e a Argentina havia, desde o Império, a questão do território de Palmas que os argentinos chamavam a questão das Missões. Considera a nação vizinha como limites dessa região os rios Chopim e Chapecó enquanto que o Brasil admitia o Pepiri- Guaçu e o Santo Antonio.
Durante o governo provisório, pretendeu o ministro das Relações Exteriores, Quintino Boacaiúva, resolver a questão, dividindo entre duas nações o território disputado. Essa solução provocou, porém, vivos protestos do Rio de Janeiro e não teve aprovação do Congresso. Já nessa ocasião o Brasil havia adotado o arbitramento: os Estados em discórdia recorriam à intervenção de um outro, que servia de mediador ou arbitro. Ficou então estabelecido que a questão de Palmas seria submetida ao arbitramento do presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.. Com a brilhante defesa da causa brasileira, feita pelo Barão do Rio Branco, a sentença do árbitro foi favorável ao Brasil, pois reconhecia como limites da região os rios Pepiri-Guaçu e Santo Antonio.
Com a França houve a questão do Amapá. Desde o período colonial que este país reconhecia como limite da Guiana Francesa o rio Oiapoque que os franceses chamavam Vicente Pinzon. Mais tarde, porém, levantou-se a questão de que esses dois nomes designavam rios diversos, sendo o Vicente de Pinzon aquele que o Brasil chamava Araguari e não o Oiapoque. Assim, estava o Brasil ameaçado de perder parte do território do Amapá.Mas o Barão do Rio Branco, com numerosos documentos e mapas, defendeu os direitos da pátria e alcançou a brilhante vitória com sentença do árbitro, que foi o governo da confederação Suíça.
Para resolver a questão do Acre, o Barão Branco negociou diretamente com o governo boliviano, assinando em  1903, o Tratado de Petrópolis. O Brasil recebia o Acre, como compensação, pagava à Bolívia, dois milhões de libras e construía a Estrada de Ferro Madeira- Mamoré, para facilitar o transporte de mercadorias daquele país pelo vale Amazonas.
Na questão com a Guiana Inglesa, os direitos do Brasil foram defendidos por Joaquim Nabuco. Mas a sentença do rei da Itália, escolhido como árbitro, foi injusta:dividiu o território disputado (região do Pirara), alcançando os ingleses o vale do Amazonas pelos limites, rios Tacutu e Maú.

Outras questões diplomáticas


Ainda no primeiro período republicano, durante o governo de Prudente de Morais, os ingleses ocuparam a ilha da Trindade. Ante as reclamações do governo brasileiro, a Inglaterra propôs que a questão fosse submetida ao arbitramento mas o Brasil recusou energeticamente esse recurso, pois não havia duvidas sobre seus direitos. Contudo, concordou em aceitar um mediador que foi o rei de Portugal, D. Carlos I. Com a opinião desse soberano, favorável à causa brasileira, a Inglaterra renunciou à posse da ilha da Trindade.

O Brasil participou das Confederações Internacionais Americanas, que se reuniam periodicamente, com o objetivo de fortalecer a paz e harmonia entre as nações da América. A terceira dessas conferencias teve por sede o Rio de Janeiro e reuniu-se em 1906, quando era ministro das Relações Exteriores o Barão do Rio Branco. E em Haia, na Holanda, quando houve, em 1907, a Conferencia Internacional da Paz, também o Brasil enviou seu representante, Rui Barbosa, que defendeu a causa dos pequenos Estados.
Outro acontecimento importante da politica exterior do Brasil, no primeiro período republicano, foi a participação do país na Primeira Guerra Mundial, já em 1917. No ano anterior, Rui Barbosa, em Buenos Aires, durante as festas do centenário da Independência da Argentina, fez brilhante conferencia em favor da entrada da América no conflito.
O Brasil foi ainda membro da Liga das Nações, fundada depois da Primeira Guerra Mundial, pelo presidente Wilson, dos Estados Unidos, com o propósito de resolver por meios pacíficos os desentendimentos entre as nações, evitando o perigo de novas guerras.

Exercícios:

1- Como foi a questão do território de Palmas?
2- Que é arbitramento?
3- Como foi a questão do Amapá?
4- Que estabelecia o Tratado de Petrópolis?




                                                                                   
                                                               
                                                                        
                                                                                    
                                   

                                                                                                  
  
                                          


                                         

domingo, 24 de dezembro de 2017

O planeta Terra...por profª Alcilene Rodrigues

Aula de Geografia



A terra pesa 6.588 sextilhões de toneladas.
A população da terra e de aproximadamente 7 bilhões de pessoas. 
A exemplo de outros de outros planetas, a Terra não é uma esfera perfeita. Na região do equador, ele tem um diâmetro de 12.756 km. De polo a polo, o diâmetro é de 12.713 km.
Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 km. Num ritmo de jogging ( a 9,5 km/h), uma pessoa levaria 175 dias, correndo sem parar, para dar a volta ao mundo pela linha do equador. Na circunferência de Júpiter, essa mesma tarefa levaria 1.935 dias ou mais de 5 anos.
Qual é a origem do nome Terra? A palavra vem do latim ters, que significa "secar". Era usada, inicialmente, para designar terra firme, em oposição a mare (mar). Como o tempo, passou a se referir ao planeta, como globus terrae. A expressão acabou reduzida a Terra. No caso das línguas não latinas, a palavra vem do grego, eraze (sobre o solo). Daí teremos earth, em ingles, e erde, em alemão, nomes diferentes para a mesma Terra.


Terra superpovoada
O que mais surpreende os especialistas em relação ao crescimento demográfico é a velocidade, especialmente o aumento e o surgimento das cidades, fenômeno recente na história da humanidade. Calcula-se que, há cerca de 2.000 anos, a população global era de cerca de 300 milhões de habitantes. Por longo período a população mundial não cresceu significativamente, com fases de crescimento seguidas por períodos de declínio.
Decorreram mais de 1.600 anos para que a população do mundo dobrasse para 600 milhões. O contingente populacional estimado para o ano de 1750 era de 791 milhões de pessoas, das quais 64% viviam na Ásia, 21% na Europa e 13% na Africa.
Num piscar de olhos, se levarmos em conta o relógio da história do ser humano, este abandonou o modo de vida que criara há cerca de 10 mil anos, com o advento da agricultura, e passou a multiplicar-se nas cidades, um ambiente à parte da natureza.
Em 1900, nove em cada dez homens, mulheres e crianças, que somavam uma população de 1,65 bilhão, ainda viviam no campo. Espera-se que em pouco tempo quase metade dos atuais 7 bilhões de pessoas esteja vivendo em cidades. Dessa população urbana, presume-se que uma proporção de três para vinte pessoas se encontrem nas cerca de meia centena de metrópoles e megalópoles existentes no planeta.
A  China é atualmente o país mais povoado do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes. Porém, devido à baixa taxa de natalidade atual, deverá ser superada em 2050 pela Índia, que, a esta altura, atingira o 1,6 bilhão.
Várias são as causas apontadas pelos especialistas para o rápido aumento da população mundial. A principal é a melhoria na qualidade de vida dos países em desenvolvimento.Os índices de mortalidade tiveram uma queda marcante após a Segunda Guerra Mundial. Campanhas de saúde pública e de vacinação reduziram as doenças e os índices de mortalidade infantil.


Pesquise antes de responder:
1-O planeta Terra é o _______________ do Sistema Solar mais próximo do sol, sendo classificado como um planeta ______________. A maior parte de sua superfície é composta por ______________ e sua camada externa é muito fina, recebendo a denominação de ____________________. Essa camada não é contínua, ao contrário do que ocorre em outros planetas, sendo segmentada em várias ___________________.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima.
a) quarto – rochoso – rochas – atmosfera – placas tectônicas
b) terceiro – comum – rochas – crosta terrestre – formas de relevo
c) quarto – joviano – água – atmosfera – camadas de ar

d) terceiro – rochoso – água – crosta terrestre – placas tectônicas.

2-Assinale a alternativa que indica o movimento da Terra que é realizado de forma inclinada e que completa uma volta ao redor do eixo de sua eclíptica.
a) Precessão.
b) Rotação
c) Translação
d) Nutação







terça-feira, 7 de novembro de 2017

AI- 5 e Anisitia...por Profª Alcilene Rodrigues

Historia e Sociologia

23 aula

AI-5
O Ato Institucional nº 5, ou AI-5, foi editado em 13 de dezembro de 1968 e vigorou até o início de 1979. Ao contrario dos Atos Institucionais que o antecederam, não tinha prazo de vigência: não se tratava de uma medida excepcional transitória.
 O AI-5 conferia ao presidente da República poderes para:

  • fechar provisoriamente o Congresso
  • cassar mandatos
  • suspender direitos políticos
  • demitir ou aposentar servidores públicos
O AI-5 também suspendia a garantia de habeas corpus aos acusados de crimes contra a segurança nacional e de infrações contra a ordem econômica e social e a economia popular. Seu texto integral se encontra no site do Senado.

Anistia 

Em 1979, ainda sob o regime militar, o Brasil assistiu a um importante passo a caminho da abertura politica anunciada no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979)e levada adiante no governo do general João Batista Figueiredo (1979-1985), a votação da Lei da Anistia.
A Anistia é o perdão concedido pelo Estado aos condenados por crimes de natureza politica. Desde 1968, diversos setores da sociedade civil se articularam em defesa da anistia aos presos e exilados políticos condenados pela ditadura.
Diante da força adquirida por diversos movimentos dentro e fora do Brasil, em junho de 1979 o governo encaminhou ao Congresso o projeto de Lei de Anistia. Aprovada por 206 votos contra 201, e promulgada em 28 de agosto, a lei beneficiou os cidadãos punidos por atos de exceção desde 9 de abril de 1964, data da edição do AI-5. No 1º de novembro de 1979. voltaram ao Brasil os primeiros brasileiros exilados no exterior pela ditadura militar. 



Monitorando a aprendizagem

1- A canção de Geraldo Vandré foi considerada um hino de protesto contra o regime militar no Brasil. Ela foi apresentada ao publico em um festival de musica em 1968 ( ano do AI-5), no qual tirou o segundo lugar. Identifique os versos que sugerem a necessidade de participação do povo para que haja mudança na sociedade.