segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Os ciclos econômicos do Brasil colonial

 12ª aula
     O conjunto de atividades ligadas ao aproveitamento de uma riqueza, chama-se economia. Na economia brasileira dos primeiros séculos houve sempre uma riqueza que predominou sobre as outras. Foram os chamados ciclos econômicos:


  • do pau-brasil
  • da cana-de-açucar
  • do gado
  • da mineração
       Houve também culturas menos importantes como do fumo, na Bahia, e a do algodão no Nordeste.

A Economia do Pau-Brasil
       A exploração de uma riqueza pode modificar a vida de uma região. A do pau-brasil fez aparecerem duas novidades no Brasil dos primeiros tempos:
  •  o índio-operário: o indígena cortava madeira em toras no interior da mata e a levava para o litoral. Ali era embarcada em navios europeus. Em troca, ganhava espelhinhos, facas, canivetes, machados, colares. Ele fazia esse trabalho livremente.
  • as feitorias: assim eram chamadas as pequenas povoações junto ao lugar de embarque de pau-brasil. Algumas delas se transformaram em cidades como Cabo Frio, fundada por Américo Vespúcio em 1503.



Açuçar para a Europa
          O ciclo da cana-de açúcar foi o mais importante do Brasil colonial. Começou nas capitanias de Pernambuco e São Vicente. Logo, os verdes canaviais passaram a suprir com abundância a Europa de açucar. Antes disso, de tão raro, ele era vendido nas farmácias europeias como remédio.
O ciclo da cana- de açucar deixou as seguintes consequências:
  • substituiu o pau-brasil no papel de principal riqueza brasileira
  • foi a primeira atividade agrícola da colônia, dando origem a grandes fazendas de monocultura.
  • estimulou o começo da criação de gado, já que o boi era indispensável para o transporte e esmagamento da cana nos engenhos.
  • forçou a importação de escravos negros, para a lavoura, pois o índio se recusava a fazer esse serviço.
  • criou a poderosa figura do senhor de engenho, pois os fazendeiros, donos de imensas terras e milhares de escravos, mandavam em tudo na região.
A terra do açúcar



       Por que o Nordeste se tornou a terra do açúcar? Isso não foi por acaso:
  • a cana-de-açucar gosta de solos férteis como os do massapê nordestinos.
  • gosta, também, de chuvas. O litoral nordestino é bem regado.
  • o nordeste é a parte do Brasil mais próxima da Europa. Sua localização favorecia o transporte das caixas de açúcar para Portugal. Os fretes saiam mais baratos do que os do Sul (São Vicente).
  • a cana -de açúcar precisa ser cultivada em larga escala. Ao tempo das capitanias (século XVI e XVII), o rei e os donatários doavam extensas áreas para quem as quisesse cultivar. terra não faltava.
  • mão-de-obra escrava, naquele tempo  a humanidade aceitava a pratica da escravidão. Graças a isso, foi possível deslocar milhões de negros da África para as lavouras canavieiras. Além dos escravos índios, que sempre existiram.
  • ricos capitalistas europeus (genoveses, venezianos,flamengos e alemães) eram sócios dos portugueses. E empregaram seu dinheiro nos engenhos nordestinos.
Vocabulário:
ciclos econômicos- fases da nossa história em que uma riqueza predominou sobre as demais.
riqueza- algo que serve para satisfazer a uma necessidade do homem.
suprir- fornecer,abastecer
monocultura- cultivo de um só produto, em grandes extensões de terra.
senhor do engenho- o dono dos engenhos açucareiros situados em meio aos imensos canaviais. Foi a mais importante figura política e social do interior nordestino.
massapê- tipo de solo muito rico da zona canavieira.
regado- molhado, úmido.
fretes- preço dos transportes.
capitalistas- pessoas ricas, que possuíam muito dinheiro (capital).



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